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Interdição de prédio na região da Berrini
A Subprefeitura de Pinheiros interditou parcialmente na quarta-feira (8) um edifício comercial próximo à Avenida Engenheiro Luis Carlos Berrini, na Zona Sul de São Paulo. A causa da interdição é o surgimento de rachaduras provocadas por uma construção ao lado do prédio. Nesta segunda-feira (13), muitos funcionários de escritórios que funcionam no prédio estavam assustados.
Conforme um comunicado instalado nos elevadores e na entrada do edifício, localizado no número 61 da Rua Geraldo Flausino Gomes, apenas os escritórios do lado par (mais próximos da obra) foram interditados. O conjunto do lado esquerdo do edifício funciona normalmente.
Funcionários de diversas empresas instaladas no lado ímpar afirmaram estar assustados com a medida. A administradora Regiane Silvério, de 29 anos, teme a possibilidade de o prédio sofrer algum dano em sua totalidade. “Na sexta-feira, quando estava ameaçando uma chuva, todo mundo queria sair, por medo”, comentou.
Outro funcionário, um jovem de 24 anos que não quis se identificar, mostrou-se preocupado com as condições do edifício. “Se acontecer algo, não vai acontecer apenas no lado interditado”, disse.
As rachaduras teriam começado a aparecer há cerca de 15 dias. Conforme o programador Edmar Moraes, de 37 anos, a possibilidade de o prédio sofrer graves danos é remota. “Cair não vai. Mas que está havendo um abalo, está.”
O gerente-técnico Fabiano Barbieri, de 32 anos, disse que técnicos vistoriaram o edifício e excluíram a possibilidade de as rachaduras afetarem suas estruturas, o que o tranquilizou. Mesmo assim, “para a gente, foi uma surpresa esta interdição”, completou.
Técnicos da Defesa Civil foram ao local na última semana e não encontraram indícios de riscos estruturais no edifício. Mesma conclusão tiveram fiscais da Subprefeitura de Pinheiros, que, apesar de não terem encontrado sérios danos nas paredes, decidiram interditar preventivamente o prédio.
Agentes tanto da subprefeitura como da Defesa Civil visitarão novamente o local e, se não houver novas avarias, deverão liberar o prédio esta segunda (13) e a terça-feira (14). Procurados, representantes do prédio não quiseram comentar o assunto até a publicação deste texto.
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